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O uso da cannabis medicinal na medicina veterinária tem ganhado força no Brasil e no mundo, impulsionado por avanços científicos e pela busca por terapias mais eficazes no tratamento de doenças crônicas em animais.
O tema foi destaque na coluna Pet News da rádio CBN, em entrevista com o médico veterinário Francis Flosi, diretor da Faculdade de Medicina Veterinária Qualittas, que abordou o crescimento do uso do canabidiol (CBD) na prática clínica veterinária.
Segundo o especialista, os estudos mais recentes apontam benefícios concretos do CBD, especialmente no controle da dor, da ansiedade e da epilepsia em pets.
“O canabidiol atua diretamente no sistema endocanabinoide, que regula funções como dor, inflamação e resposta emocional. Com isso, conseguimos promover mais qualidade de vida aos animais, principalmente em casos crônicos”, explica Flosi.
Pesquisas recentes indicam que o uso do CBD tem contribuído para a redução da dor e melhora da mobilidade em cães com osteoartrite. Além disso, há evidências de que a substância pode ajudar no controle do estresse e da ansiedade, especialmente em situações como viagens, fogos de artifício e separação dos tutores.
O potencial terapêutico da cannabis vai além. Um consenso científico publicado em 2025 aponta apoio significativo da comunidade veterinária para o uso da substância também em casos de epilepsia, dor crônica e como suporte em tratamentos oncológicos. Estudos laboratoriais, inclusive, já investigam a capacidade de compostos derivados da cannabis em inibir o crescimento de células tumorais.
Apesar dos avanços, Flosi ressalta que o uso da cannabis medicinal ainda exige cautela.
“É fundamental que o tratamento seja feito com prescrição veterinária e acompanhamento profissional, respeitando as regulamentações vigentes”, reforça.
Formação acompanha avanço do mercado
Atenta às transformações da medicina veterinária e à crescente demanda por terapias integrativas, a Faculdade Qualittas lançou o curso teórico-prático de Cannabis Medicinal aplicada à Medicina Veterinária.
A proposta é capacitar médicos veterinários para atuar com segurança, conhecimento científico e responsabilidade no uso da substância, acompanhando uma tendência global que deve se consolidar nos próximos anos.
Mais informações sobre o curso estão disponíveis em: